Embratur

Presidente da Embratur participa de live do jornal O Tempo sobre o cenário do Turismo

por — publicado 07/07/2020 00h00,
última modificação 07/07/2020 16h43

Foto por: Divulgação

Presidente Gilson Machado Neto participou de live do jornal O Tempo, de Minas Gerais

Presidente Gilson Machado Neto participou de live do jornal O Tempo, de Minas Gerais

Em live realizada nesta terça-feira (7/7) pelo canal de Youtube e de Facebook do jornal O Tempo, de Minas Gerais, o presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, respondeu a perguntas sobre o cenário do Turismo durante a pandemia do Coronavírus e sobre o trabalho realizada pela Embratur para a promoção dos destinos brasileiros. Transformada em Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo no mês de maio, após sanção do presidente da República Jair Bolsonaro à Lei 14.002/20, Gilson ressaltou que a Embratur enfrenta uma “briga de cachorro grande” no Exterior para atrair turistas internacionais e que neste momento o Turismo de curta distância, dentro do País, é o foco do trabalho da Agência.

“Cada vez mais o Turismo que vai ser procurado vai ser o Turismo de natureza, de pouca aglomeração. Nenhum país do mundo possui seis biomas e ainda a Amazônia Azul. Os concorrentes não querem que nós apareçamos na prateleira porque não é possível competir conosco”, salientou Gilson Machado Neto.

O presidente da Embratur chamou a atenção para o Turismo cultural do Brasil, exemplificando as festas de São João, no Nordeste, o Carnaval do Rio de Janeiro e o Maracatu, em Pernambuco. “Temos também o maior e o segundo maior rodeio do mundo. Em Minas Gerais temos o excelente Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e um deputado competente chamado Newton Cardoso, que se preocupam muito com o turismo. O maior centro da Produção de cavalos no Brasil é de Minas Gerais”, comentou, detalhando uma parceria que está sendo realizada pela Embratur com a Associação Nacional do Manga Larga Marchador, sediada no estado.

Questionado sobre a possibilidade de atingimento de metas traçadas pela Embratur, de dobrar o número de turistas internacionais recebidos pelo Brasil em quatro anos, o dirigente indicou que não pode confirmar se o número será alcançado. “A gente não é pessimista, mas penso que, se não houvesse a pandemia, estaríamos já nadando em céu de brigadeiro. Vínhamos tendo boas notícias no Turismo em 2019”, disse, ressaltando que a Embratur aproveitou o ano de 2019 para divulgar em feiras internacionais, além dos destinos brasileiros, produtos famosos produzidos no país, como o champanhe e o vinho gaúchos, o queijo mineiro e outros produtos. “As pessoas precisam saber que temos essas maravilhas, e muitas não sabiam”.

Sobre a administração da Embratur, o presidente da Agência comentou que atualmente apenas 33% dos cargos estão ocupados, e que os funcionários estão fazendo o planejamento da nova atuação da Agência, inclusive articulando com a imprensa e o trade internacional do Turismo. “Assim que passar este momento de pandemia vamos colocar o Brasil na prateleira como nunca esteve. Ser brasileiro é estar sempre ao lado de um destino incrível. Em um raio de 200 quilômetros eu garanto que é possível achar tudo o que se acha quando se vai para fora do país, principalmente quanto à cultura, gastronomia e recursos naturais”.

Gilson ainda salientou que o Governo Federal tenta minorar o chamado “Custo Brasil” e que faz esforços para diminuir burocracias que atrapalham o melhor desenvolvimento do Turismo. Perguntado especificamente sobre o projeto da Embratur de fazer afundamentos de recifes artificiais na costa brasileira, respondeu que está trabalhando junto ao ICMBio, Ministério do Meio Ambiente e Marinha do Brasil para a criação do Parque Nacional de Recifes Artificias, “que trazem impacto positivo para agregação de fauna marinha e também para turistas interessados no mergulho de contemplação”. “Temos interesse neste projeto e estamos fazendo tudo de acordo com órgãos ambientais e universidades”, disse.

O presidente da Embratur finalizou sua participação comentando que “o turismo é importantíssimo para a recuperação econômica e ainda vai ter a importância que o agronegócio tem para o Brasil. Temos muito a mostrar. O Brasil não é apenas Bossa Nova. É também Bossa Nova. Temos o Frevo, o Forró, o Pagode, o Frevo, o Samba, a música erudita. Temos que sair do plano potencial e entrar no plano realidade”.

Pelo jornal O Tempo, participaram da live os jornalistas Helenice Laguardia, Paulo Campos e Karlon Aredes.

Voltar ao topo